quinta-feira, 26 de novembro de 2009

EKOSETHUS SOCIOAMBIENTAL


EKOSETHUS SOCIOAMBIENTAL

OBJETIVAMOS atender as necessidades do presente, comprometidos com as possibilidades das futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades históricas.Ter Atitude Ethus sustentável e empreendedora, é demonstrar visão estratégica em prol da pessoa humana que vegeta na periferia( desconhecedora de soluções financeiras eficazes, ecologicamente sustentávees, financeiramente viáveis, sociologicanente proativas e moralmente racional.

TEMOS COMO METAS: discutir, informar e produzir conhecimento com sabedoria e discernimeto EKOSETHUS( é o modo como me relaciono e compatilho o meu caráter, a minha atitude, o meu comportamento, o meu ato de ser pessoa, com o EKOS Comunitário) comprometida com a proteção de um meio ambiente ecologicamente equilibrado sustentável e valorização da biovida,como práxis pragmática para informar, formar a consciência crítica participativa e transformar as ações capazes de construir uma nova cosmovisão socioambiental democrática. Comprometida com a missão profética de compartilhar o conhecimento biocibernético focado, na difusão de um cosmos equilibrado .

sábado, 14 de novembro de 2009

IRIDOLOGIA

A íris como manual de instruções

Entenda como a Iridologia pode ser uma aliada do autoconhecimento
A íris como manual de instruções
Todos nós já escutamos em alguma situação a brincadeira que diz que o ser humano devia ter um manual de instruções, que é difícil entendê-lo, educá-lo e tudo o mais, não é mesmo? Mas agora, o que estamos descobrindo é que temos não só um, mas diversos manuais de instruções, desde que aprendamos a lê-los.
O olhar exerce naturalmente uma grande atração sobre nós! Sabemos que "os olhos são as janelas da alma" e que pelo brilho do olhar percebemos se alguém está apaixonado ou soltando faíscas de raiva! É muito difícil esconder o que sentimos quando alguém nos olha nos olhos. O que ainda não sabíamos e que vem sendo demonstrado é que a configuração de nossa íris é um mapa que nos mostra tanto aspectos físicos quanto emocionais e que este estudo pode se constituir num importante aliado nos processos de tratamento de sintomas e doenças e, especialmente, de autoconhecimento.
Não é exclusividade da iridologia estudar o que ocorre dentro do corpo humano através da observação de áreas externas - princípio da reflexologia podal ou da auriculoterapia. As medicinas tradicionais, tais como a chinesa, a ayurvédica (indiana) e a xamânica (indígena), já se baseavam no fato de que nosso corpo possui áreas reflexas, a partir das quais podemos montar mapas que nos orientam a tratar órgãos e sistemas sem termos acesso direto a eles.
No caso da iridologia, que baseia seus estudos na íris, contamos com o fato de que os olhos, terminações do nervo ótico, são um prolongamento exterior do sistema nervoso autônomo, cobertos apenas pelas pálpebras. A íris é formada por um tecido de fibras nervosas que recebem as informações de todo o sistema nervoso, que fazem do olho tanto o "espelho da alma" quanto a "janela do corpo", por onde se pode observar a constituição física e psíquica do indivíduo.
Os registros mais antigos sobre o estudo da íris foram encontrados em cerâmicas no Egito que mostram desenhos de íris com sinais iridológicos. Mas no final do século XIX, foi o ainda menino húngaro Ignaz de Péczely que observou que ao fraturar acidentalmente a pata de uma coruja, imediatamente surgiu um sinal na íris do animal. À medida que a fratura era consolidada, o sinal mudava de característica e marcava de forma definitiva a íris. Adulto, como médico, Dr Ignaz de Péczely deduziu que a íris guardava em si as marcas e sinais do que acontecia dentro de nosso corpo, bem como a base genética que nos moldava. Foram seus estudos que deram início a esta importante área de conhecimento humano.
A partir de então, muito tem sido pesquisado e divulgado sobre a íris, consolidando cada vez mais a iridologia como um eficaz método não invasivo de auxílio em diagnósticos físicos e psíquicos. E também como um aliado nos processos de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Sua ação preventiva permite conhecer zonas de fragilidade do organismo e estruturar tratamentos adequados em fases preliminares de surgimento de sintomas, levando o indivíduo a uma maior conscientização a respeito do funcionamento de seu corpo e mente.
O que você pode saber pelo exame de sua íris
  • Você pode ver uma imagem de sua íris captada por equipamento adequado, que garante fidelidade e qualidade, e guardar um CD destas imagens.
  • Você pode receber um relatório padrão contendo o levantamento de dados mais relevantes da sua íris nos aspectos físicos e ou psíquicos.
  • Você pode consultar um iridólogo que vai produzir um relatório contendo o levantamento detalhado dos dados de sua iridologia física e ou psíquica e que o encaminhará a um naturólogo ou terapeuta natural. O profissional vai propor um tratamento natural para as questões que aparecem como fragilidades na sua íris, tratando e prevenindo os desequilíbrios.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

RESQUÍCIOS DE ECOSSISTEMAS EM EXTINÇÕES

Meio Ambiente: Em extinção

Alterações bruscas do clima provocadas pelo aquecimento global são a mais recente ameaça à fauna e já colocam cinco espécies sob alto risco no brasil

Em novembro do ano passado ficou público o mais recente alerta oficial sobre as ameaças contra a fauna brasileira. Numa obra intitulada “Livro Vermelho do Ministério do Meio Ambiente” foram listadas 627 espécies ameaçadas de extinção, sendo que sete delas estão pela hora da morte: três de macacos, três de peixes e uma de anfíbio.

A partir da segunda-feira 1º, quando se comemora a Semana Mundial do Meio Ambiente e Ecologia, a World Wide Fund for Nature (WWF), uma das mais conceituadas organizações ambientalistas não governamentais, sediada na Suíça e com ramificações em todo o planeta, apresentará a mais nova preocupação daqueles que se dedicam a preservar os bichos: a violenta e implacável ameaça de morte que vem agora através do aquecimento global, já denominado por pesquisadores americanos como “a nova era da extinção”.

Segundo a WWF, são cinco as espécies no Brasil mais ameaçadas por ele. E, por incrível que pareça, elas não estão na amazônia. Vivem no mar: albatroz, tartaruga-de-pente, baleiaminke, baleia-jubarte e corais. “Querem um exemplo do quanto o aquecimento global ameaça as espécies animais?”, indaga o biólogo carioca Marcelo Szpilman, presidente do Instituto Aqualung e mergulhador com 30 anos de experiência. “É só observarmos os peixes que estão morrendo porque esse aquecimento gera um total desequilíbrio no pH da água.” Em terra firme, o aquecimento ameaça os bichos pelos mesmos motivos com que tem perturbado o cotidiano de diversas populações humanas. Agora, por exemplo, o Brasil presencia uma de suas maiores cheias nas regiões Norte e Nordeste e uma seca totalmente fora de época na região Sul.

Se para as pessoas as alterações radicais no tempo trazem morte e destruição, para os animais a sobrevivência nestas condições não é menos complicada. “O aquecimento global deve pro vocar, cada vez com mais frequên cia, eventos climáticos violentos, como tempestades, furacões, secas e inundações”, diz a secretária-geral da WWF Brasil, Denise Hamú. “Muitas espécies de animais não conseguirão se mover suficientemente rápido para sobreviver.” Efeitos disso já são perceptíveis na fauna do Ártico no Canadá. Por conta do derretimento da calota polar e da caça indiscriminada, reduziu-se o número de ursos e tubarões, predadores naturais das focas. A superpopulação de focas levou à diminuição da quantidade de bacalhau.

Então, para tentar reequilibrar o sistema, o governo canadense autoriza anualmente uma temporada de caça que dura de três a cinco dias. “Mas, quando retiramos de circulação 300 mil animais de um ambiente em apenas três dias, como no caso das focas, ocorre um novo desequilíbrio que funciona como um tsunami: há mudanças rápidas e com consequências dolorosas”, diz o biólogo Szpilman.

É exatamente isso que os cientistas estão chamando de “nova era da extinção” - um quarto movimento que vem se somar às três ameaças anteriores. Primeiro, houve a era da caça predatória, e nela os veados, os pumas, os peixes-boi-marinho e as onças-pintadas foram quase extintos. Houve a fase da desenfreada invasão dos hábitats, com derrubadas de matas e poluição das águas, cujo maior símbolo talvez tenha sido o mico-leão-dourado.

Quando retiramos de circulação milhares de animais de um ambiente há um desequilíbrio tão violento quanto um tsunami” - Marcelo Szpilman, biólogo marinho

É ela que ainda ameaça a grande maioria das 627 espécies citadas no “Livro Vermelho do Meio Ambiente”. No terceiro período, o do tráfico de animais, jacarés, cobras, jaguatiricas, iguanas e peixes-serra (partes de seu focinho serviam de suvenir) se tornaram presas fáceis. São espécies que tinham uso industrial, como no caso das peles, ou decorativo, como aconteceu com a ararinha-azul.

No mês passado, uma operação da Polícia Federal batizada de Oxóssi (orixá do candomblé associado à caça e à prosperidade) prendeu 72 pessoas acusadas de vender animais silvestres, dentro e fora do País. Movimentavam anualmente cerca de R$ 20 milhões com o comércio clandestino de 500 mil animais de espécies em extinção. “Já encontramos papagaios escondidos dentro de sofás”, diz o capitão Walter Nyakas Jr., chefe da Divisão Operacional de Policiamento Ambiental de São Paulo.

Saguis viajam espremidos em gaiolas, sem comida nem água, e cobras-corais, pequenas, são enrustidas dentro de meias de náilon, que por sua vez são amarradas ao tornozelo dos traficantes para serem ilegalmente vendidas. O Ibama estima que o tráfico retire de nossas matas, todos os anos, 38 milhões de exemplares de animais.

Para os ambientalistas, a luta pela preservação das espécies ameaçadas vai-se tornando cada vez mais árdua porque uma era não substitui outra, simplesmente. Mas elas acabam se entrelaçando, piorando um quadro já caótico e formando o que os cientistas dizem ser uma “frente de extinção”. “Todos os vetores têm de ser tratados conjuntamente, eles se sobrepõem”, diz o biólogo mineiro Adriano Paglia, editor do “Livro Vermelho do Meio Ambiente” e analista de biodiversidade da ONG Conservação Internacional. “Esse é um dos motivos pelos quais as espécies animais no Brasil passam por um de seus momentos mais críticos.”

Ou seja, os perigos causados pela invasão do hábitat, pela caça, pelo tráfico e agora pelas mudanças bruscas do clima podem ser comparados aos cuidados com um organismo combalido em que uma série de doenças vaise sucedendo e, sempre que uma é curada, ficam resquícios e sequelas que se misturam à próxima. Para se ter uma ideia, a Mata Atlântica, bioma onde vivem cerca de 60% das espécies ameaçadas no Brasil, perdeu quase 85% de sua vegetação original desde o nosso período colonial.

Na quarta-feira 27, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a ONG SOS Mata Atlântica anunciaram que esse bioma foi desmatado em 102.938 hectares entre 2005 e 2008 - mais de 34 mil hectares por ano, mantendo a mesma taxa de desmatamento do ano 2000. “O Brasil, assim como praticamente todos os países, tem um novo fator para lidar na luta contra a extinção das espécies.

Tratase da conjunção de todas as eras de extinção, agora acrescida da era do aquecimento global”, diz a secretáriageral da WWF Brasil, Denise Hamú. Sua ONG está elaborando um relatório para “promover o debate científico e gerar propostas de soluções” para ser apresentado na Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), que será realizada em dezembro, na Dinamarca.

Houve um tempo em que a defesa dos animais era vista apenas como uma manifestação romântica e alguns ambientalistas contribuíram para isso nos primórdios do ativismo ecológico. Hoje se sabe, porém, que a preservação se liga direta e racionalmente à sobrevivência sustentável do próprio homem. Ou seja: nós precisamos dos animais porque estamos no mesmo ecossistema e o desaparecimento deles compromete o nosso futuro como espécie. O tráfico é cruel. Já encontramos papagaios escondidos dentro de um sofá, por baixo do forro” - Walter Nyakas Jr. , chefe da divisão operacional de Policiamento Ambiental de São Paulo

“Em muitos casos, as mudanças climáticas, e aqui se fala de aquecimento, podem provocar uma aceleração na distribuição das espécies”, diz o biólogo Rui Cerqueira, professor titular do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Esse fenômeno pode ser extremamente prejudicial ao homem porque algumas doenças, como por exemplo a malária, também se espalhariam.” Assim, se o mosquito que transmite a doença amplia a sua área geográfica, aumenta a possibilidade de animais serem infectados - e o mesmo risco corremos nós. Doenças hoje restritas às áreas rurais podem se tornar urbanas - e passarem a matar muito mais gente por conta do rápido contágio permitido pelas aglomerações nas cidades.

Também o analista ambiental do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Airton de Grande segue o raciocínio de que há de se lutar contra a extinção das espécies porque isso se traduz na defesa do próprio homem - e se aquilo que faz bem ao ser humano ajuda a manter a fauna viva, tanto melhor. Um mundo sem animais selvagens, por exemplo, implicaria a quebra do elo ambiental - invisível para a maioria das pessoas - entre civilização e natureza em estado bruto.

INVERSÃO TÉRMICA

INVERSÃO

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Img20050116 0011 de bremm calmont sp.jpg

Inversão térmica é uma camada atmosférica de espessura da ordem de uma centena de metros que ocorre no topo da camada limite planetária (CLP), a uma altitude da ordem de 1 km sobre áreas continentais, e onde o gradiente térmico (gradiente vertical da temperatura do ar) decresce com a altura, numa razão inferior a 10 graus por km (gradiente adiabático).


Princípios da inversão térmica


Exemplificação da inversão térmica num diagrama Skew-T / Log-P resumido

O fenômeno da inversão térmica[1], capaz de confinar grandes quantidades de poluentes numa estreita camada da atmosfera, é um fenômeno onde a convecção natural é dificultada pela inversão do gradiente de temperatura em função da altitude necessário para a livre dispersão dos solutos do ar que formam a poluição, confinando-os a uma estreita camada fluida, rica em poluentes. Na inversão térmica, o gradiente da temperatura do ar segue um perfil aproximadamente adiabático, tipicamente de -1°C/100m, até determinada altitude onde há um aumento da temperatura em função da altitude. Essa inversão no gradiente de temperatura inviabiliza a formação da convecção natural entre essas camadas de ar. A partir de uma altitude um pouco maior, a gradiente de temperatura do ar volta a seguir a aproximação adiabática da atmosfera que se estende até altitudes de 10 km. As inversões térmicas podem ocorrer em várias altitudes da atmosfera[2], contudo as mais preocupantes são as inversões em baixa altitude (100 a 300 metros) por sua capacidade de dificultar a dispersão dos poluentes gerados nos centros urbanos.

Inversões térmicas históricas

A primeira inversão térmica associada a grandes proporções de concentração de poluentes no ar ocorreu em dezembro de 1952 em Londres, sendo conhecida em inglês como The Great SMOG (uma mistura de neblina com poluição). Naquela época os poluentes da combustão de carvão com alto teor de enxofre associado à uma inversão térmica prolongada provocou a morte de 4.000 pessoas.[3]

Em 2007 a cidade de Topera no Chile enfrentou vários dias de condições desfavoráveis à dispesão dos poluentes devido a uma inversão térmica prolongada. Foram decretadas três situações de pré-emergência ambiental onde 60% dos veículos sem conversor catalítico e 20% dos equipados com o dispositivo não podiam circular.[4]

Em 1º de setembro de 2007 a cidade de São Paulo enfrentou uma inversão térmica que se estabilizou a 58 metros de altura provocando uma das piores condições para a dispersão dos poluentes na cidade. Nenhuma estação medidora da CETESB apresentou boa qualidade do ar naquele dia.[5]

Relações com o tempo e o clima

A inversão térmica por ser um fenômeno de curta duração, variando tipicamente de algumas horas à alguns dias, está intimamente relacionada às variações climáticas do tempo meteorológico. O fenômeno é mais comum após a passagem de uma frente fria quando o tempo se abre e uma massa de ar fria e seca, de ventos fracos, recobre uma região que recebeu as chuvas recentes.[6] A presença de nevoeiros de superfície na madrugada e no início da manhã também é um fenômeno comum durante a inversão térmica.[7]

Apesar da inversão térmica ser mais conhecida no outono e inverno em vários grandes centros urbanos como São Paulo, Los Angeles, México, Santiago, Bombaim e Tehran devido ao aumento da poluição nessas condições climáticas, a inversão térmica pode ocorrer em qualquer dia do ano e em qualquer região da Terra.[8] Cidades menores como Oslo, Salt Lake City e Boise, que são cercadas por montanhas, também apresentam altos índices de poluição em inversões térmicas que bloqueiam a dispersão dos poluentes como se houvesse uma tampa sobre a cidade. Dentro da climatologia é possivel estudar quais as regiões onde o fenômeno natural da inversão térmica é mais frequente.

Indicadores das condições meteorológicas

Na meteorologia existem alguns indicadores que medem a facilidade das trocas de ar no sentido vertical entre as camadas atmosféricas que na maioria dos casos são obtidos por balões meteorológicos. Nesse sentido o CIN - Convective INhibition (Inibição Concectiva) é uma medida da energia necessária para iniciar uma convecção e o CAPE Convective Available Potential Energy (Energia Potencial Convectiva Disponível) é uma medida da energia disponível para se estabelecer uma convecção.[9] Índices elevados do CIN favorecem a inversão térmica enquanto que índices elevados do CAPE favorecem a formação de tempestades severas.

Se uma parcela de ar ascender de forma adiabática, i.e., sem trocar calor com o ambiente, ela esfriará a uma taxa de 10 graus por km, aproximadamente. Assim, dentro de uma camada de inversão térmica, ela se encontrará mais fria que o ambiente e portanto com uma densidade relativa maior que a do ar ambiente. A parcela sofrerá uma aceleração retardante e por isso tenderá a voltar para o seu nível de partida (que pode ser considerado seu nível de equilíbrio estático). É um caso de estabilidade estática.

De forma similar,uma parcela que se desloque para baixo sem trocar calor com o ambiente externo (de forma adiabática) tenderá a se aquecer mais rapidamente que o ambiente (aquecimento adiabático) de forma que sofrerá a ação de uma aceleração retardante que tenderá a colocá-la em seu nível original. Por essa razão parcelas de ar (poluído ou não) que entrem na camada de inversão térmica tendem a não ultrapassá-la.

Sobretudo devido à presença de ilhas de calor, nas metrópoles a inversão térmica de altitude (no topo da CLP) funciona como uma tampa para os poluentes emitidos dentro da CLP. Somente a formação de uma nuvem de grande desenvolvimento vertical consegue liberar o ar poluído para os níveis superiores da atmosfera livre (média e alta troposfera). Note-se que no topo da troposfera há também uma inversão térmica de altitude, ainda mais intensa que a encontrada no topo da CLP. Quando um cumulonimbus alcança a tropopausa, as parcelas de ar são impedidas de ascender mais pelas condições de estabilidade estática encontradas na camada de transição entre a troposfera e a estratosfera. Na estratosfera predomina escoamento laminar e condições de estabilidade estática intensas, i.e., a temperatura do ar aumenta com a altura e comprimento.

Problemas de saúde

Este fenômeno, por sua característica de potencializar a poluição do ar, afeta diretamente a saúde das pessoas. Doenças associadas à poluição, como asma e bronquite[10] afetam sobretudo as crianças. Brônquios e alvéolos pulmonares, irritados pela poluição, tornam-se mais suceptíves a outras doenças do trato respiratório. A irritação nos olhos também é comum em ambientes altamente poluídos devido à inversão térmica.

Soluções

As soluções para estes problemas estão ligados à adoção de políticas ambientais eficientes que visem diminuir o nível de poluição do ar nos grandes centros urbanos. A substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis ou energia elétrica poderia reduzir este problema. Campanhas públicas conscientizando as pessoas sobre a necessidade de trocar o transporte individual (particular) pelo transporte público (ônibus e metrô) também ajudaria a amenizar o problema. A fiscalização nas regiões onde ocorrem queimadas irregulares também contribuiria neste sentido.

Conclusão

A maneira mais comum na qual a inversão de superfície se forma, é através do ar gelado perto do chão à noite. Quando o sol se põe, o chão perde calor muito rápido e isso esquenta o ar que está em contato com o chão. Entretanto, desde que o ar é um fraco condutor de calor, o ar logo acima da superfície continua quente. Condições que favorecem o desenvolvimento de fortes inversões de superfície são: ventos calmos, céu claro e longas noites. Ventos calmos previnem que o vento ar quente acima da superfície se misture com o do chão, e céus limpos aumentam a taxa de resfriamento da superfície terrestre. Noites longas permitem que o ar gelado no chão continue por um longo período, resultando em uma diminuição maior da temperatura da superfície. Desde que noites no inverno são muito mais longas que as do verão, inversão térmica de superfície são mais fortes e comuns nos meses de inverno. Uma forte inversão implica uma substancial diferença entre o ar gelado de superfície e o ar quente acima. Durante o dia, as inversões térmicas tendem a se tornarem fracas e normalmente desaparecem. Entretanto, entre certas condições meteorológicas, como uma alta pressão sobre a área, essas inversões podem se estender por vários dias.

Referências

  1. "Inversão Térmica". 2003-02-03. (página da notícia visitada em 2007-09-21)
  2. António José Sá Motta (2002). Tudo o que você queria saber sobre sondagens atmosféricas e sua aplicação no voo à vela, e teve medo de perguntar. Página visitada em 2008-05-17.
  3. Luiz Molina Luz (19/12/2007). Inversão Térmica. Página visitada em 2009-06-28.
  4. Santiago decreta estado de pré-emergência ambiental mais uma vez. Folha Online (29/06/2007). Página visitada em 2009-06-28.
  5. Henrique de Melo Lisboa (2005). Controle da Poluição Atmosférica. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental/UFSC. Página visitada em 2009-06-28.
  6. O que é inversão térmica?. Mundoestranho/Abril. Página visitada em 2009-06-28.
  7. Nevoeiro. Meteorologia Sinótica/USP (02/03/2005). Página visitada em 2009-06-26.
  8. Inversão Térmica. Brasil Escola. Página visitada em 2009-06-28.
  9. (em inglês)Michael Branick. A Comprehensive Glossary os Weather. Página visitada em 2009-06-28.
  10. (em inglês)McConnell R, Berhane K, Gilliland F, London SJ, Vora H, Avol E, Gauderman WJ, Margolis HG, Lurmann F, Thomas DC, Peters JM (1999 Sep). "Air pollution and bronchitic symptoms in Southern California children with asthma". Environ Health Perspect 107 (9): 757-60. PMID 1046407